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Moleiro pequeno

Page history last edited by Francisca Fernandes Figueiredo 2 years, 11 months ago

 

Descrição

     Tal como as restantes espécies de moleiros de menores dimensões, esta é mais facilmente distinguível quando em plumagem de adulto nupcial, com as penas centrais da cauda afiladas como característica mais marcante. No entanto, as plumagens de imaturos e juvenis são extremamente difíceis de separar dos congéneres moleiro do Ártico e moleiro-de-cauda-comprida. Neste caso, a forma do corpo e das asas é a melhor ajuda. O moleiro-pequeno tem o corpo mais pequeno que o moleiro do Ártico, tendo maior projeção do peito e bico mais curto. Este último é praticamente uniforme em termos de coloração, contrastando com o bico bicolor dos seus congéneres. Tal como as outras espécies, possui um barrete escuro que contrasta com o claro do pescoço, no caso dos adultos.

     Possui um voo ágil, com batimentos amplos, que lhe permite perseguir algumas das aves marinhas mais bem adaptadas ao voo rápido, como é o caso dos garajaus-comuns. O moleiro-pequeno ocorre em variações de plumagem que podem ir do totalmente escuro, a indivíduos claros, com o pescoço amarelado, com todas as plumagens intermédias possíveis.

 

Habitat

     Fora da época de reprodução, frequenta maioritariamente as águas da plataforma continental, ocorrendo também para lá desta.

     Pode nidificar colonial ou isoladamente, na costa ou em ilhas, geralmente de maio a agosto.

 

Distribuição, Movimentos e Fenologia

     Durante o período reprodutor o moleiro-pequeno distribui-se pelas regiões árticas e subárticas, invernando maioritariamente no hemisfério sul ao largo das costas de vários continentes.

     Em Portugal, frequenta principalmente a costa continental ocidental, ocorrendo em especial durante a migração, mas também no inverno. Embora seja relativamente fácil de observar junto à costa, boa parte dos indivíduos frequentam as águas da plataforma continental mais ao largo, não sendo por isso detetados. Nos Açores, ocorre quase exclusivamente durante a migração, sobretudo de meados de julho a finais de outubro, sendo mais frequente em agosto e setembro. Os poucos registos durante a migração pré-nupcial foram efetuados entre abril e junho, sendo ocasional no inverno. Na Madeira, parece ocorrer sobretudo durante a migração pós-nupcial, começando a notar-se a sua presença na segunda quinzena de julho e tornando-se mais frequente a partir da segunda metade de Agosto até ao início de outubro. Nesta época do ano, uma parte considerável dos indivíduos parece deslocar-se bem acima da superfície do mar, aproveitando os ventos dominantes de nordeste, tornando difícil a sua deteção.

 

Alimentação

Tem uma dieta generalista que inclui pequenos pássaros e as suas crias, ovos, crias de limícolas, roedores, insetos e bagas. Nas nossas águas rouba alimento a diversas espécies de garajaus e de gaivotas.

Durante a época de reprodução, quando nidifica perto de colónias de aves marinhas, obtém uma parte considerável do seu alimento através de cleptoparasitismo.

 

Abundância e Evolução Populacional 

É pouco frequente a sua observação junto à terra e mais provável a partir de cabos. A melhor época de observação ocorre entre o início de Setembro e o final de Outubro, período da passagem pós-nupcial, durante o qual a espécie é um pouco mais comum. Existem alguns exemplares que permanecem junto à nossa costa durante o Inverno, mas por norma são aves isoladas. Durante períodos de mau tempo, com ventos fortes do quadrante oeste, muitos moleiros desta espécie aproximam-se do nosso litoral, chegando a observar-se centenas em certos dias de forte passagem. Na costa continental, na segunda quinzena de setembro, são habituais contagens de cerca de 15 a 20 indivíduos por hora. Aqui, é regular mas escasso durante o inverno. Contagens efetuadas a partir de Porto Moniz, na Madeira, resultaram em máximos de cerca de 2,3 indivíduos por hora na segunda quinzena de agosto e em 1,5 e 5,7 indivíduos por hora, na primeira e segunda quinzenas de setembro, respetivamente, envolvendo quase sempre aves adultas. Neste arquipélago parece ser raro como migrador primaveril. O crescente número de registos desta espécie na última década, nomeadamente nos arquipélagos, claramente resulta de um maior esforço de observação.

 

 ·        Onde observar?

  As melhores oportunidades surgem durante a execução de saídas pelágicas nos meses acima indicados, mas a espécie também pode ser observada a partir de terra.

 

  • Entre Douro e Minho - embora a espécie ocorra regularmente ao largo da costa do Minho, conhecem-se poucas observações junto ao litoral, estando basicamente restringidas às águas frente à foz do Lima e do Cávado.
  •  Litoral Centro o cabo Carvoeiro e a costa entre Ovar e Quiaios, com destaque para a praia do Furadouro, são sem dúvida os melhores locais para a observação deste moleiro. 
  •  Lisboa e Vale do Tejo - durante as passagens migratórias, especialmente na passagem outonal, o moleiro-pequeno ocorre regularmente frente ao Cabo Raso e ao Cabo Espichel.
  •  Algarve - o Cabo de São Vicente e o Cabo de Santa Maria (Ria Formosa) são os melhores locais de observação da espécie, com destaque para o primeiro.

 

 

Ameaças e Conservação 

Não se conhecem ameaças importantes a esta espécie que aparenta estar estável a nível global. Localmente, nos territórios de nidificação, pode ser afetada pela perseguição humana.

 

Webgrafia:

http://www.atlasavesmarinhas.pt/moleiro-pequeno/

http://www.avesdeportugal.info/steparst.html

Laisa Martins, 8ºB, nº11

 

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