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Ganso patola

Page history last edited by Fátima Mota 3 years, 3 months ago

 

GANSO-PATOLA

 

         Esta é a maior ave marinha que ocorre habitualmente em águas portuguesas. Os seus mergulhos espantosos, efetuados de grande altura, entrando na água como um fuso e com grande impacto, parecem flechas apontadas e disparadas e são um espetáculo a não perder.

 

  • Ø Descrição

 

            O ganso-patola (Morus bassanus) é uma grande ave marinha da família Sulidae. São palmípedes e possuem quatro dedos unidos por uma membrana interdigital.

            Esta enorme ave marinha (a maior das nossas águas) é inconfundível. Com um comprimento médio de 92 cm e uma envergadura de asa de 175 cm. Apresenta asas compridas e estreitas, cabeça amarelada, bico comprido e pontiagudo e padrão preto na ponta das asas e branco no resto do corpo, bem como a cabeça e o pescoço projetados bem para a frente, permitem uma rápida distinção das outras espécies marinhas.

Ganso-patola em voo

 

            As aves jovens têm uma plumagem castanha-acinzentada, que vai evoluindo ao longo dos anos tornando-se progressivamente mais branca, passando por 5 fases de plumagem até chegar a adulto.

            Os adultos têm uma plumagem branca, cabeça amarelada e preto na ponta das asas. O bico é azul claro e os olhos também são azuis-claros, circundados por pele negra nua.

 

    

                                   Ganso-patola adulto                                                                                                                                                                       Ganso-patola jovem

           

  

 

Na época da reprodução, a cabeça e o pescoço ficam matizados de um tom delicado de amarelo.

            A vocalização é composta por roncos e grasnados.

            Caçam mergulhando com voos picados de grande altura e possuem adaptações especiais no bico, como a robustez e a ausência de orifícios nasais para evitar a entrada de água. Embora sejam voadores poderosos e ágeis, são desajeitados em descolagens e aterragens.

 

 

Ganso-patola em mergulho

 

 

            Quando em migração, voa em formação linear de dois a algumas dezenas de indivíduos, sendo normalmente de 4 a 5 exemplares.

 

 

 

  • Ø Habitat, alimentação e predadores

 

            A sua área de nidificação é o Atlântico Norte. Apresenta uma reprodução sazonal entre março e setembro. Normalmente nidifica em grandes colónias, localizadas em penhascos de algumas ilhas, mas também, por vezes, em áreas continentais. A maior colónia desta ave, com mais de 60000 animais, foi descoberta na ilha Bonaventure, no Quebec, mas 68% da população mundial reproduz-se ao redor das costas da Grã-Bretanha, com a maior colónia em Boreray, St. Kilda.

 

 

Colónia de gansos-patola

           

 

Os casais de gansos podem permanecer juntos por muitas estações. Eles realizam rituais de saudação elaborados nos ninhos, esticando bicos e pescoços para o céu e batendo gentilmente os bicos em conjunto.

 

Casal de ganso-patola no ninho

 

            Colocam apenas um ovo de cor branca e o período de incubação é de 43-45 dias. As crias nascem cobertas de penugem e requerem muitos cuidados parentais. Efetuam o seu primeiro voo às 14 semanas.

            Alimenta-se de peixes pelágicos que na maioria são capturados por mergulho profundo de grandes alturas (de até 40 m de profundidade), mas também de pequenos peixes que se agrupam em cardumes perto da superfície. Persegue ainda embarcações de pesca alimentando-se das rejeições.

Os predadores dos seus ovos são gaivotas, corvos, raposas e arminhos.

            Embora as populações do ganso-patola por ora sejam estáveis, o seu número foi bastante reduzido devido à perda do seu habitat, remoção de ovos, matança de adultos.

             

            

  • Ø Distribuição, observação e calendário

 

            O ganso-patola é abundante ao longo de toda a costa portuguesa, sendo facilmente detetado a partir de terra. Apesar de ocorrer durante todo o ano, as melhores épocas de observação são os picos de passagem migratória para o sul do Atlântico, em março e outubro.

            Para além de ser uma das aves marinhas mais comuns na nossa costa, é também das que se pode avistar em todos os pontos do litoral português.

 

  • Ø Bibliografia

 

  www.avesdeportugal.info/morbas.html

  www.cramq.socpvs.org>educação>animaismarinhos

  https://pt.wikipedia.org/wiki/Ganso-patola

 

  • Ø Trabalho realizado pelo aluno:

Gonçalo Seixas Ferreira / nº9 / 8ºB

  

 

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